Um tema que já estava em discussão no FPEI/RJ ganhou repercussão nacional a partir da reportagem de Clarissa Thomé (O Estado de S. Paulo, 03 de outubro de 2011), com o título: Pesquisa avalia evolução de aluno de creche no Rio. Tal avaliação refere-se à aplicação do questionário ASQ-3 (Ages & Stages Questionnaires), que foi utilizado pela Secretaria Municipal de Educação do município do Rio de Janeiro para avaliar as crianças de dois meses a cinco anos e meio de idade em todas a rede de educação infantil pública e conveniada.
De acordo com o Manual de uso do ASQ-3: guia rápido para aplicação do ASQ-3 (Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro; Iets – Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, 2010), o ASQ-3 “[...] foi desenvolvido em 1997 nos Estados Unidos. Desde então, vem sendo utilizado em diversos países, como os Estados Unidos, França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Quênia, Zâmbia, China e Coréia. Na América do Sul, Chile e Equador validaram o instrumento para avaliar o desenvolvimento de suas crianças” (p. 6). Segundo o Manual, o ASQ-3 é composto por 21questionários distintos, um para cada intervalo de idade. Desses questionários, 19 são destinados às crianças com menos de quatro anos e apenas dois são voltados para as crianças com idade entre quatro e cinco anos e meio. Todos os questionários têm a mesma estrutura: são formados por cinco blocos, um para cada domínio avaliado do desenvolvimento: comunicação, coordenação motora ampla, coordenação motora final, resolução de problemas e pessoal/social. Cada bloco por sua vez é composto por seis perguntas, totalizando 30 perguntas em um questionário. Existe ainda um sexto bloco o qual investiga “informações adicionais” sobre a criança. O objetivo é fazer a triagem de crianças que deveriam ser encaminhadas para avaliação mais cuidadosa seja pela possibilidade de diagnóstico de problemas crônicos de saúde ou por necessidades especiais.
Diante da profusão de considerações geradas no processo de discussão da Rede Nacional Primeira Infância, Maria Thereza Oliva Marcilio (Avante- Educação e Mobilização Social; Coordenadora da Secretaria Executiva da RNPI) nos traz algumas questões que podem qualificar o debate: qual a concepção de desenvolvimento humano que está guiando a metodologia de avaliar capacidades da criança? Como estabelecer indicadores de desenvolvimento infantil sem considerar contextos de iniquidade? Como considerar padrão um contexto cultural absolutamente diverso, EUA x Brasil? Como conciliar o conceito de diversidade e o de inclusão, expressos em diretrizes e normas de educação no país, com a ideia de avaliar habilidades e estabelecer indicadores de desenvolvimento padrão?
Outro dado que queremos trazer para o debate é o déficit de vagas em creches no município do Rio de Janeiro, que segundo levantamento realizado tendo por base os dados oficiais do Censo Demográfico (IBGE, 2010) e do Censo Escolar (Educacenso – MEC/Inep, 2010), o município atende apenas 26,41% das crianças de 0 a 3 anos de idade, sendo apenas 11,64% do atendimento feito diretamente pela Prefeitura. Esse fato é reconhecido pelo próprio Manual citado acima, onde temos que “[...] a oferta atual de vagas em creches públicas e conveniadas ainda não atende a totalidade da nossa demanda” (p. 3). Quando menciona a estratégia de expansão de vagas, dá ênfase a “construção de novos espaços de atendimento”, ou seja, ao invés de novas “creches” relata sobre a oferta de vagas no programa “Primeira Infância Completa – PIC”, “que atende aos sábados, em horário integral, as crianças que não conseguiram se matricular na creche regular” (p. 3, grifos nossos), sem contar com a criação de “Espaços de Desenvolvimento Infantil – EDIs”, para os quais são utilizados funcionários sem a formação mínima exigida pela legislação (“agentes auxiliares de creches municipais”).
O conteúdo deste instrumento possui uma relação direta com a forma como foi implementado: de maneira vertical, sem debate com o conjunto dos educadores e coordenadores, numa perspectiva de “adestramento” dos educadores para responderem aos questionários. Articula-se a uma lógica que privilegia resultados, quantificação e padronização do desenvolvimento das crianças desconsiderando a sua singularidade e historicidade. Responde, a uma concepção de educação infantil que é burocratizada, tecnificada, despolitizada e completamente descontextualizada de todos os avanços e debates que construímos nos últimos anos no campo, sobretudo os que deram direção à organização das diretrizes curriculares.
Qualquer proposta de avaliação parte de pressupostos teóricos, éticos e políticos. Envolve a materialidade dos processos educativos, suas condições de produção e seus destinatários (os educadores, as crianças e suas famílias). Envolve, portanto, sujeitos que vivem em condições desiguais, que possuem múltiplas e variadas relações sociais e enfrentam diferentes dispositivos sociais de existência social. Envolve processos de pactuação, de debate e de consensos em torno do que é importante avaliar, para quê e para quem. Supõe uma concepção de educação que se antecipa nos instrumentos através dos quais ela é proposta: o currículo, os processos dinâmicos da produção do conhecimento, a gestão, avaliação, dentre outros.
A avaliação proposta pelo instrumento ASQ-3 dá ênfase a aspectos “quantificáveis” do que concebem como “desenvolvimento infantil”. Partem de uma determinada leitura teórica deste desenvolvimento, e do pressuposto de que há um “desenvolvimento esperado” para todas as crianças.
Ao educador, alienado da sua capacidade crítica e da sua autoria como sujeito do processo avaliativo, cabe o preenchimento automático das “respostas” dadas pelas crianças, para que os “especialistas e técnicos” da Secretaria de Educação possam aferir os “resultados”. Aqui, poderíamos pensar na velha apartação positivista entre os que “pensam” e os que trabalham; apartação que conserva o poder nas mãos dos que se apresentam como detentores do saber e, com isto, permite que as relações desiguais de educação sejam reproduzidas naturalizando-se a ideia de que há os mais “aptos” e os “diferentes”.
Em relação à aplicação do questionário as críticas do FPEI/RJ estão organizadas em dois eixos: a forma como tal instrumento foi imposto às creches e pré-escolas e o seu conteúdo.
Com relação à forma, a Secretaria e as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) ofereceram uma “capacitação” para os dirigentes e coordenadores das creches em que distribuíram um “manual de uso” com as orientações sobre o preenchimento do ASQ-3 e instruções sobre como responder “sim”, “não” e “às vezes”. Estas respostas deveriam ser dadas, conforme o quesito avaliado, pela quantidade de respostas “positivas” dadas pelas crianças; em alguns, a criança deveria responder pelo menos duas vezes, em outras três, e assim por diante. Outra orientação recebida é que somente seriam toleráveis duas respostas em branco por bloco e que o ideal seria não deixar nenhuma pergunta sem resposta, ou melhor, que não se deixasse de aferir os “resultados”.
Para dar uma ideia, para os que ainda não conhecem o conteúdo de tal questionário, reproduzimos algumas questões:
Para o grupo de 2 meses há perguntas como:
Comunicação:
- O bebê algumas vezes faz barulho como se estivesse arranhando a garganta? Faz sons como "uuhh", “gahh” e “ahh”?
- Quando você fala com o bebê, ele faz sons de volta para você?
- O bebê ri suavemente?
- Depois de você ter saído da vista do bebê, ele sorri ou fica animado quando você volta?
Para o grupo de 10 meses:
Pessoal/Social:
- Quando o bebê está deitado de barriga para cima ele coloca o pé na boca?
- O bebê toma água, suco ou leite em uma caneca, enquanto você segura a caneca? (não use caneca com tampa nem bico)
Para o grupo de 27 meses:
Comunicação:
- Sem que você dê dicas à criança, apontando ou usando gestos, ela atende a pelo menos três dos comandos abaixo:
a) aponta o brinquedo na mesa;
b) feche a porta;
c) pegue uma bola para mim;
d) ache a sua mochila;
e) pegue a minha mão;
f) pegue um livro.
- Se você aponta uma figura (gato, cachorro, bola, sapato etc.) a criança nomeia pelo menos duas corretamente?
Para o grupo de 42 meses:
- Usando exatamente estas palavras, pergunte a criança: você é um menino ou uma menina? A criança responde corretamente?
- A criança se serve tirando comida de um recipiente para outro usando talheres? Por exemplo, ela utiliza uma colher grande para pegar comida da travessa e colocar no prato?
Para a criança de 60 meses:
- A criança informa pelo menos quatro dos seguintes dados pessoais? Marque os itens que ela sabe:
Nome:
Idade:
Cidade onde mora:
Sobrenome:
Se é menino ou menina:
Número de telefone:
E assim por diante...
O ASQ 3 responde, assim, a uma alógica completamente estranha ao que o conjunto dos educadores e especialistas acumulou de debate nos últimos anos e sua implantação revela os tempos sombrios da educação infantil em nosso município. O ASQ pode ser um perigoso instrumento de retorno de velhas práticas de olhar para a criança a partir de um modelo “ideal” de desenvolvimento.
Diante do exposto, consideramos que este processo se apresenta sem nenhuma legitimidade política. Desta forma, reivindicamos que o mesmo seja imediatamente suspenso e que os educadores, pesquisadores e especialistas possam ser ouvidos e que a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro compareça ao debate que o Fórum está organizando.
Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2011.
Coordenação Colegiada do
Fórum Permanente de Educação Infantil do Estado do Rio de Janeiro
Este blog é um espaço de trocas de experiências, de mobilização e organização na luta pela educação infantil de qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos. Sua criação é produto do trabalho de alunos da escola de Serviço Social da UFF, integrantes do grupo de pesquisa coordenado pela prof. Deise Nunes e é partilhado pelo Colegiado do Fórum do Rio de Janeiro.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
XXI Encontro Nacional de Conselhos Municipais de Educação
Prezad@s Conheir@s,
Informamos que estão abertas as inscrições para o XXI Encontro Nacional de Conselhos Municipais de Educação que acontecerá em Palmas-TO, no período de 9 a 11 de novembro do corrente ano.
O Encontro está aberto à participação de todos e o valor da inscrição é de R$ 50,00 (cinquenta reais)
Para se inscrever acesse: www.palmas.to.gov.br ou www.uncme.com.br
Caso tenha alguma dificuldade com a inscrição, entre em contato.
Obs. A programação está disponível no site da UNCME.
At.te,
Luzenir Poli Coutinho da Silveira
Fone: (63) 3234 0203/ 8452 1125
Informamos que estão abertas as inscrições para o XXI Encontro Nacional de Conselhos Municipais de Educação que acontecerá em Palmas-TO, no período de 9 a 11 de novembro do corrente ano.
O Encontro está aberto à participação de todos e o valor da inscrição é de R$ 50,00 (cinquenta reais)
Para se inscrever acesse: www.palmas.to.gov.br ou www.uncme.com.br
Caso tenha alguma dificuldade com a inscrição, entre em contato.
Obs. A programação está disponível no site da UNCME.
At.te,
Luzenir Poli Coutinho da Silveira
Fone: (63) 3234 0203/ 8452 1125
A RODA DE CONVERSA “A FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL
Palestra no dia 29 de novembro de 2011(terça-feira) no período matutino, com início às 8 horas e 30 minutos., com Dra Vera Melis Paolillo- de SÃO PAULO, desenvolvendo o tema “O tempo e o espaço no Centro Educação Infantil” No período vespertino (13 hs e 30 min) A RODA DE CONVERSA “A FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL tendo como local o Salão de Atos da UNOCHAPECÓ, sito a rua Atílio Fontana, n. 591. Efapi. Chapecó- SC.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
ECA
Este ano a sociedade comemora 21 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei 8.069 em 1990. Apenas dois anos após a proclamação da Constituição de 1988, que já estabelecia os princípios básicos da garantia de direitos da criança e do adolescente.
Lei dá a novas creches valor menor por aluno do que antigas
Instituições de educação infantil inauguradas ao longo do ano usarão como base de cálculo para custeio o ano anterior.
Creches inauguradas no meio do ano receberão, por lei, menos do que as antigas por cada aluno matriculado. Uma lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada para garantir orçamento a novas creches estabelece que o valor por aluno, mesmo proporcional ao tempo de atendimento, será o estabelecido para o ano anterior ao exercício. Atualmente, por exemplo, em vez de R$ 1.377,64 por ano a cada matrícula em período parcial, estas instituições recebem R$ 1.223,98.
A lei ratifica uma medida provisória que já tomava a decisão no começo do ano, mas agora valerá também para cálculos futuros. Para o ano que vem, por exemplo, quando já está previsto R$ 1.607,56 por aluno para as creches que funcionarem desde o começo do ano, as que forem inauguradas pelo governo terão apenas os R$ 1.377,64 por matrícula com que as demais trabalharam neste ano.
Tipo de escola Valor mínimo por aluno estabelecido para 2011 Valor por aluno estabelecido para novas unidades (2010) Diferença porcentual
Creche em tempo integral R$ 2.066,46 R$1.682,97 18,5%
Creche em tempo parcial R$ 1.377,64 R$ 1.223,98 11,1%
Pré-escola em tempo integral R$ 2.238,66 R$1.1912,46 14,6%
Pré-escola em tempo parcial R$ 1.722,05 R$ 1.529,97 11,1%
O Ministério da Educação confirmou que haverá defasagem em relação às creches em funcionamento. A razão seria a falta de verba separada para o fim já que o cálculo do valor mínimo por aluno é feito com base na arrecadação prevista para o Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb).
As novas creches e pré-escolas serão atendidas pela lei apenas no primeiro ano de funcionamento. Depois, entram para o Censo Escolar e passam a receber o mesmo que as demais. O MEC dispõe de R$ 88 milhões para as ações de custeio das creches abertas em 2011
Creches inauguradas no meio do ano receberão, por lei, menos do que as antigas por cada aluno matriculado. Uma lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada para garantir orçamento a novas creches estabelece que o valor por aluno, mesmo proporcional ao tempo de atendimento, será o estabelecido para o ano anterior ao exercício. Atualmente, por exemplo, em vez de R$ 1.377,64 por ano a cada matrícula em período parcial, estas instituições recebem R$ 1.223,98.
A lei ratifica uma medida provisória que já tomava a decisão no começo do ano, mas agora valerá também para cálculos futuros. Para o ano que vem, por exemplo, quando já está previsto R$ 1.607,56 por aluno para as creches que funcionarem desde o começo do ano, as que forem inauguradas pelo governo terão apenas os R$ 1.377,64 por matrícula com que as demais trabalharam neste ano.
Tipo de escola Valor mínimo por aluno estabelecido para 2011 Valor por aluno estabelecido para novas unidades (2010) Diferença porcentual
Creche em tempo integral R$ 2.066,46 R$1.682,97 18,5%
Creche em tempo parcial R$ 1.377,64 R$ 1.223,98 11,1%
Pré-escola em tempo integral R$ 2.238,66 R$1.1912,46 14,6%
Pré-escola em tempo parcial R$ 1.722,05 R$ 1.529,97 11,1%
O Ministério da Educação confirmou que haverá defasagem em relação às creches em funcionamento. A razão seria a falta de verba separada para o fim já que o cálculo do valor mínimo por aluno é feito com base na arrecadação prevista para o Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb).
As novas creches e pré-escolas serão atendidas pela lei apenas no primeiro ano de funcionamento. Depois, entram para o Censo Escolar e passam a receber o mesmo que as demais. O MEC dispõe de R$ 88 milhões para as ações de custeio das creches abertas em 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
I Seminário: Avanços e Desafios na Efetivação dos Direitos da Criança e do Adolescente - O Papel da Universidade na Rede de Defesa e Proteção
Prezados colegas, compartilhando e convidando, abraços,
Avanços e desafios na efetivação dos direitos da criança e do adolescente
Estão abertas as inscrições para o I Seminário: Avanços e desafios na efetivação dos direitos da criança e do adolescente: o papel da universidade na rede de defesa e proteção que será realizado de 17 a 19 de outubro na UFPB e terá como públicos: professores, alunos, gestores públicos e profissionais de organizações não governamentais.
O seminário tem como objetivos: Refletir sobre o papel da Universidade na Rede de defesa e proteção dos direitos das crianças e adolescentes; Debater e aprofundar o papel da Universidade na formação acadêmica e profissional no âmbito dos direitos da criança e do adolescente; Debater com gestores públicos a efetivação de um direito fundamental na proteção integral de crianças e adolescentes hoje particularmente ameaçado e violado : o a convivência familiar e comunitária; Fortalecer a luta política em torno dos direitos e garantias da criança e do adolescente.
As inscrições devem ser feitas através do e-mail:seminariosncdh@gmail.com
P r O g R a M a Ç ã O ------------------------------
Dia 17 de Outubro
13h - Credenciamento
14h - Solenidade de Abertura e Apresentação Cultural
Mediadora: Profa. Dra. Maria de Nazaré Tavares Zenaide - Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH)
15h - Tema: O papel da universidade na rede de defesa e proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes
Palestrante: Profa. Dra. Irene Rizzini – Professora da PUC-RIO, Diretora do Centro Internacioanal de Estudos e Pesquisas sobre a Infância - CIESPI
Mediadora: Profa. Maria Lígia Malta de Farias
16h - Debate
17h - Lançamento do Livro: “Direitos Humanos da Criança e do Adolescente: 20 anos do Estatuto” –Profa. Dra. IRENE RIZZINI
Dia 18 de Outubro
08h30 - Tema: A Convivência Familiar e Comunitária como direito fundamental da criança e adolescente à proteção integral
Palestrante : Profa. Dra. Irene Rizzini
Mediadora: Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira Debatedores: Profa. Dra. Maria Aparecida Ramos (Secretária de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba), Dr. Fabiano de Moura e Moura (Juiz da Infância e Juventude de João Pessoa), Dra. Soraya Escorel (Promotora da Infância e da Juventude de João Pessoa), Lau Siqueira (Secretário de Desenvolvimento Social do Município de João Pessoa)
14h - Tema: O papel da universidade na formação acadêmica e profissional nos direitos da criança e do adolescente
Coordenador e mediador: Lorenzo Delaini (REMAR)
Debatedores: Profa. Dra. Maria do Amparo Caetano, Profa. Dra. Lúcia Guerra, Profa. Dra. Socorro Vieira, Profa. Dra. Fátima Pereira.
Dia 19 de Outubro
8:30 - Tema: O papel da universidade na efetivação dos direitos da criança e do adolescente: proposições e encaminhamentos
10h - Encerramento: REMAR (Rede de Proteção Pró-Crianças e Adolescentes PB), Lúcia Guerra e Maria Ligia Malta de Farias
Entrega dos certificados
Avanços e desafios na efetivação dos direitos da criança e do adolescente
Estão abertas as inscrições para o I Seminário: Avanços e desafios na efetivação dos direitos da criança e do adolescente: o papel da universidade na rede de defesa e proteção que será realizado de 17 a 19 de outubro na UFPB e terá como públicos: professores, alunos, gestores públicos e profissionais de organizações não governamentais.
O seminário tem como objetivos: Refletir sobre o papel da Universidade na Rede de defesa e proteção dos direitos das crianças e adolescentes; Debater e aprofundar o papel da Universidade na formação acadêmica e profissional no âmbito dos direitos da criança e do adolescente; Debater com gestores públicos a efetivação de um direito fundamental na proteção integral de crianças e adolescentes hoje particularmente ameaçado e violado : o a convivência familiar e comunitária; Fortalecer a luta política em torno dos direitos e garantias da criança e do adolescente.
As inscrições devem ser feitas através do e-mail:seminariosncdh@gmail.com
P r O g R a M a Ç ã O ------------------------------
Dia 17 de Outubro
13h - Credenciamento
14h - Solenidade de Abertura e Apresentação Cultural
Mediadora: Profa. Dra. Maria de Nazaré Tavares Zenaide - Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH)
15h - Tema: O papel da universidade na rede de defesa e proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes
Palestrante: Profa. Dra. Irene Rizzini – Professora da PUC-RIO, Diretora do Centro Internacioanal de Estudos e Pesquisas sobre a Infância - CIESPI
Mediadora: Profa. Maria Lígia Malta de Farias
16h - Debate
17h - Lançamento do Livro: “Direitos Humanos da Criança e do Adolescente: 20 anos do Estatuto” –Profa. Dra. IRENE RIZZINI
Dia 18 de Outubro
08h30 - Tema: A Convivência Familiar e Comunitária como direito fundamental da criança e adolescente à proteção integral
Palestrante : Profa. Dra. Irene Rizzini
Mediadora: Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira Debatedores: Profa. Dra. Maria Aparecida Ramos (Secretária de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba), Dr. Fabiano de Moura e Moura (Juiz da Infância e Juventude de João Pessoa), Dra. Soraya Escorel (Promotora da Infância e da Juventude de João Pessoa), Lau Siqueira (Secretário de Desenvolvimento Social do Município de João Pessoa)
14h - Tema: O papel da universidade na formação acadêmica e profissional nos direitos da criança e do adolescente
Coordenador e mediador: Lorenzo Delaini (REMAR)
Debatedores: Profa. Dra. Maria do Amparo Caetano, Profa. Dra. Lúcia Guerra, Profa. Dra. Socorro Vieira, Profa. Dra. Fátima Pereira.
Dia 19 de Outubro
8:30 - Tema: O papel da universidade na efetivação dos direitos da criança e do adolescente: proposições e encaminhamentos
10h - Encerramento: REMAR (Rede de Proteção Pró-Crianças e Adolescentes PB), Lúcia Guerra e Maria Ligia Malta de Farias
Entrega dos certificados
MEC apresenta proposta para deixar aluno mais 20 dias por ano na escola
Proposta será debatida com estados e municípios e levada ao Congresso.
Segundo pesquisa, aumento do ano letivo melhora desempenho dos alunos.
Naiara Leão
Do G1, em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta quarta-feira (21) em Brasília o resultado de uma pesquisa que levou o MEC a avaliar o aumento de até quatro semanas no calendário letivo da educação básica do país no sistema público e privado. Atualmente, o Brasil tem 200 dias, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) no ano letivo e carga horária de 800 horas. O ministro propõe um amplo debate sobre a ampliação da carga horária escolar para 220 dias ao ano.
"Sempre que o MEC se vê diante de uma evidência forte que algo pode melhorar a partir da descoberta de um estudo temos que perseguir este objetivo", disse Haddad. O ministro vai discutir a proposta com secretários de educação estaduais e municipais. Ele espera concluir o debate este ano para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional em 2012 para votação. "Nenhum país com bom desempenho tem uma carga horária de 800 horas", disse o ministro. "O Chile tem carga de 1.200 horas por ano e o nosso desempenho hoje é equivalente ao que o Chile tinha no ano 2000."
A pesquisa coordenada por Ricardo Paes de Barros, subsecretário da Secretaria de Asssuntos Estratégicos da presidência, mostrou que dez dias a mais de aula aumentam em 44% o aprendizado dos alunos e em sete pontos a nota dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Essa melhoria pode ser atingida aumentando a exposição do aluno ao conhecimento.
Segundo o pesquisador, o aumento da exposição pode ser feito com ampliação da jornada diária e com a diminuição das faltas dos alunos e dos professores durante o ano letivo. Mas a alternativa mais atraente, segundo Barros, é a que tem o menor custo. "Em termos de custo é melhor porque na outra alternativa (mais horas/aula por dia ou menos alunos por sala) você precisa aumentar o espaço na escola colocando restaurantes e espaços esportivos."
A outra variável que provoca melhora é a qualidade do professor. O estudo mostrou que um bom professor em sala de aula tem o impacto de 9,6 pontos no Saeb, 20 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e 68% de melhoria do desempenho do aluno. "Tem um enorme impacto entre se consultar um bom ou um mau médico. Com o professor também é assim, mas a gente não valoriza a profissão e deixa o profissional mais experiente migrar para a rede privada", destacou o pesquisador. Ainda de acordo com ele, o impacto no Saeb com professor experiente seria de 3,3 pontos.
Segundo pesquisa, aumento do ano letivo melhora desempenho dos alunos.
Naiara Leão
Do G1, em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta quarta-feira (21) em Brasília o resultado de uma pesquisa que levou o MEC a avaliar o aumento de até quatro semanas no calendário letivo da educação básica do país no sistema público e privado. Atualmente, o Brasil tem 200 dias, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) no ano letivo e carga horária de 800 horas. O ministro propõe um amplo debate sobre a ampliação da carga horária escolar para 220 dias ao ano.
"Sempre que o MEC se vê diante de uma evidência forte que algo pode melhorar a partir da descoberta de um estudo temos que perseguir este objetivo", disse Haddad. O ministro vai discutir a proposta com secretários de educação estaduais e municipais. Ele espera concluir o debate este ano para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional em 2012 para votação. "Nenhum país com bom desempenho tem uma carga horária de 800 horas", disse o ministro. "O Chile tem carga de 1.200 horas por ano e o nosso desempenho hoje é equivalente ao que o Chile tinha no ano 2000."
A pesquisa coordenada por Ricardo Paes de Barros, subsecretário da Secretaria de Asssuntos Estratégicos da presidência, mostrou que dez dias a mais de aula aumentam em 44% o aprendizado dos alunos e em sete pontos a nota dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Essa melhoria pode ser atingida aumentando a exposição do aluno ao conhecimento.
Segundo o pesquisador, o aumento da exposição pode ser feito com ampliação da jornada diária e com a diminuição das faltas dos alunos e dos professores durante o ano letivo. Mas a alternativa mais atraente, segundo Barros, é a que tem o menor custo. "Em termos de custo é melhor porque na outra alternativa (mais horas/aula por dia ou menos alunos por sala) você precisa aumentar o espaço na escola colocando restaurantes e espaços esportivos."
A outra variável que provoca melhora é a qualidade do professor. O estudo mostrou que um bom professor em sala de aula tem o impacto de 9,6 pontos no Saeb, 20 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e 68% de melhoria do desempenho do aluno. "Tem um enorme impacto entre se consultar um bom ou um mau médico. Com o professor também é assim, mas a gente não valoriza a profissão e deixa o profissional mais experiente migrar para a rede privada", destacou o pesquisador. Ainda de acordo com ele, o impacto no Saeb com professor experiente seria de 3,3 pontos.
Assinar:
Postagens (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2011
(83)
- ► novembro 2011 (15)
- ► outubro 2011 (5)
- ► setembro 2011 (28)
- ► agosto 2011 (5)
- ► julho 2011 (4)
- ► junho 2011 (14)
- ► abril 2011 (4)
- ► março 2011 (3)
- ► fevereiro 2011 (2)
-
►
2010
(22)
- ► dezembro 2010 (5)
- ► novembro 2010 (11)
- ► outubro 2010 (2)
- ► setembro 2010 (2)
- ► agosto 2010 (1)